Os tibetanos costumam usar muito o mantra “Om Mani Padme Hum”. Eles acreditam que todos os ensinamentos do Buda residam nesse único e poderoso mantra e que, ao repeti-lo várias vezes, é possível invocar as qualidades amorosas e incondicionais da compaixão.
Existem duas pronúncias para este mantra: “Om Mani Padme Hum”, que é a pronúncia sânscrita, e “Om Mani Peme Hung”, a pronúncia tibetana. Este mantra está associado ao Avalokiteshvara Bodhisattva e significa “oh, joia do lótus”.
Compreendendo cada parte do mantra
Não é fácil traduzir as palavras do sânscrito para outros idiomas. Por isso, vamos relacionar abaixo um entendimento básico do mantra:
Om
Acredita-se que o som Om seja o som primordial de toda a criação. O universo foi criado com este som, que abriga tudo o que é, foi e sempre será. Os budistas acreditam que o Om nos ajuda a dissolver o ego e cultivar a bondade e a generosidade sempre que o recitarmos.
Mani
A sílaba ma está associada com a dissolução do sofrimento que vem da inveja e dos prazeres passageiros. A sílaba ni, acredita-se que tem o poder de dissolver nossos apegos, desejos e paixões.
Padme
Pad é uma sílaba que dissolve o sofrimento que vem do instinto animal. E me ajuda a dissolver nossos apegos e possessividade, enquanto também cultiva nossos poderes de concentração.
Hum
Com esta sílaba nós dissolvemos nossos apegos à agressão e ao ódio.
De acordo com os budistas, ao recitar o mantra “Om Mani Padme Hum” diariamente, repetidas vezes, nós nos libertamos de sentimentos negativos. É como se toda a lama e sujeira que envolve a nossa alma fosse removida, tal como a flor de lótus que surge lama e, ao sair do lodo fétido, revela uma beleza suprema.
Em uma palestra, Dalai Lama, disse certa vez que, “embora seja uma boa ideia recitar esse mantra repetidas vezes, é preciso meditar simultaneamente sobre o significado de cada sílaba”. Em outras palavras, não basta repetir, é preciso compreender a riqueza por trás de cada palavra.