Com a pandemia, muitos adolescentes passaram a ter aulas online e, por ficar mais tempo no computador, tablet ou celular, muitos têm trocado o dia pela noite.
Mas um estudo publicado no European Respiratory Journal (ERJ) descobriu que os adolescentes que dormem e acordam tarde têm maior probabilidade de sofrer de asma e alergias do que aqueles que vão para a cama cedo.
E qual é a ligação entre sono e asma?
Pesquisas anteriores mostraram uma conexão entre o ritmo circadiano, o hormônio do sono (melatonina) e a asma. Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, queriam explorar ainda mais a conexão, concentrando-se nos padrões de sono dos adolescentes.
O estudo analisou 1.684 adolescentes entre 13 e 14 anos, residentes na Índia. Os participantes – alguns com problemas respiratórios e outros não – foram convidados a compartilhar suas experiências. De acordo com o estudo, as crianças que ficaram acordadas e dormiram mais tarde tiveram três vezes mais chances de ter asma e duas vezes mais chances de sofrer de rinite alérgica do que aquelas que dormiram mais cedo.
Por isso, os pesquisadores concluíram que há uma ligação entre os hábitos noturnos e as doenças respiratórias, como asma e alergias. Mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar se ficar acordado até tarde agrava a asma, mas o pesquisador e principal autor do estudo, Subhabrata Moitra, acredita que a interrupção do hormônio natural do sono, a melatonina, pode desencadear uma resposta alérgica.
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