O sítio de Carahunge, na Armênia, é um enorme observatório antigo, cujo nome é traduzido do armênio como “pedras que falam”. O local recebeu esse nome porque quando o vento bate nas pedras de basalto, são produzidos ruídos.

É um dos primeiros observatórios astronômicos do mundo, com uma idade estimada em 7500 anos ou mais – quase 3000 anos mais velho que o famoso Stonehenge, na Inglaterra.

Observação do céu

No início do século 20, Camille Flammarion, um antigo astrônomo francês e fundador da Associação Americana de Observatório de Estrelas Variáveis, membro da Royal Astronomical Society,  William Tyler Olcott, e o astrônomo britânico Edward Maunder, chegaram à conclusão de que as primeiras observações astronômicas, bem como a divisão do céu em constelações, foram realizadas pelos nativos das Terras Altas da Armênia.

Isso significa que devia haver observatórios antigos em todo o território da Armênia Histórica, onde as observações serviram de base para o desenvolvimento e disseminação do conhecimento astronômico.

Mas a primeira investigação que chamou a atenção internacional para o sítio de Carahunge foi a do arqueólogo soviético Onnik Khnkikyan, que afirmou em 1984 que as 223 pedras megalíticas do complexo podem ter sido usadas para observação de estrelas pré-históricas. 

Ele acreditava que os buracos nas pedras, que têm cinco centímetros de diâmetro e chegam a vinte centímetros de profundidade, podem ter sido usados ​​como os primeiros telescópios para observar a distância ou o céu.

Veja um vídeo com imagens do local:


Referências

ANCIENT HISTORY: Disponível em: <https://www.ancient.eu/image/7387/zorats-karer-in-armenia/>. Acesso em: 01 de junho 2022.

CARAHUNGE: Disponível em: <https://www.carahunge.org/observatory>. Acesso em: 01 de junho 2022.

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